O Ministério Público do Amazonas (MPAM) enviou nesta semana uma equipe especializada do projeto Recomeçar para o município de Santa Isabel do Rio Negro, com o objetivo de realizar um novo estudo psicossocial no caso da criança de 4 anos que foi amarrada e agredida. O episódio ganhou repercussão após um vídeo circular nas redes sociais, mostrando o menino preso com cordas. O padrasto da vítima, que é vereador no município, é o principal suspeito do crime.
A decisão de enviar uma nova equipe, composta por psicóloga e assistente social, foi motivada por indícios de que a profissional de psicologia do município teria sido pressionada a alterar o conteúdo do relatório original que elaborou sobre o caso. Diante disso, o MP busca garantir a imparcialidade da apuração e a proteção dos direitos da criança envolvida.
O vereador suspeito foi preso no dia 1º de junho. Curiosamente, no dia seguinte, um documento com sua assinatura foi entregue à Câmara Municipal solicitando afastamento do cargo por 120 dias, o que chamou atenção pela rapidez e pelo contexto.

A Justiça já marcou para o dia 16 de junho a audiência que vai tratar da possível suspensão do poder familiar da mãe do menino. A Delegacia de Polícia Civil segue acompanhando o caso, enquanto o MP mantém atenção especial diante da gravidade da situação e da denúncia de interferência nos relatórios oficiais.
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