Uma denúncia feita pelo vereador Sargento Salazar (PRD) repercutiu nesta semana e voltou a levantar críticas sobre a gestão da saúde pública no Amazonas. Segundo o parlamentar, uma funcionária do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, identificada como Thaís, foi demitida após compartilhar em suas redes sociais um vídeo em que o próprio vereador cobrava o pagamento de salários atrasados a médicos e técnicos da unidade.
Thaís afirma que vinha enfrentando dificuldades financeiras em razão dos atrasos nos pagamentos. De acordo com ela, a situação chegou ao ponto de ter a energia elétrica de sua residência cortada. “Eu só compartilhei o vídeo, publiquei no meu story e no WhatsApp. No dia seguinte, recebi o aviso prévio, mesmo estando com salários atrasados. Ou seja, não podemos mais cobrar”, relatou.
Em discurso contundente, Salazar criticou o governo do estado e classificou a demissão como um ato de retaliação. “Quer dizer que quem fala a verdade é punido? Esse governador, ‘atraso de vida’, não vai enganar o povo do Amazonas de novo”, declarou. O vereador também afirmou que ofereceu um emprego a Thaís em sua empresa particular, com garantia de pagamento em dia.
Ainda segundo o parlamentar, o caso não é isolado. Ele afirmou que diversos profissionais da saúde no estado, incluindo médicos e técnicos de radiologia, estariam com salários atrasados há mais de quatro meses. Ele citou ainda a situação de trabalhadores da cidade de Tabatinga, que teriam recebido apenas parte dos valores devidos após denúncias públicas.
“Vou rodar os 62 municípios do Amazonas para mostrar o calote desse governo. Prometeu asfalto, prometeu iluminação de LED e não cumpriu. Cadê o governador ‘atraso de vida’?”, questionou Salazar.
Até a publicação desta reportagem, nem a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), nem a cooperativa responsável pelos contratos dos profissionais se pronunciaram sobre o caso.