Educação

Cetam amplia formação para inclusão e oferta mais de 25 turmas de qualificação profissional para atuação no cuidado de pessoas com TEA

Nos primeiros editais de 2026 foram ofertados os cursos de Auxiliar em Terapia ABA, Agente de Inclusão para Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, Assistente Terapêutico e Informática Básica para Pessoa com TEA.

Em um cenário em que a inclusão se torna cada vez mais urgente, o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) ampliou significativamente a oferta de cursos voltados ao atendimento e à inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no estado.

A iniciativa contempla tanto a capital Manaus quanto municípios do interior do Amazonas, reforçando a necessidade de qualificação profissional em uma área que cresce em demanda social.

O diretor-presidente do Cetam, Fábio Albuquerque, destaca que esse incremento de cursos de educação especial é uma determinação do governador Wilson Lima, que tem investido muito em aparelhos de inclusão, como o Caic TEA.

“O governador Wilson Lima tem muita sensibilidade para com essa parcela importantíssima da população do Amazonas. E o Cetam como organismo qualificador de mão de obra e, principalmente, fomentador de conhecimento abraçou ainda mais a inclusão nessa gestão. E vamos continuar ampliando ofertas e cursos nesse segmento”, afirmou.

Ao todo, 17 turmas foram destinadas ao interior do estado, enquanto mais de dez turmas estão sendo ofertadas na capital, todas voltadas para duas formações estratégicas: Auxiliar em Terapia ABA, Agente de Inclusão para Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Assistente Terapêutico e Informática Básica para Pessoa com TEA.

Os cursos têm como objetivo preparar profissionais capazes de atuar diretamente no acompanhamento, no desenvolvimento e na inclusão social de pessoas autistas em ambientes profissionais, educacionais e terapêuticos.

A expansão das turmas ocorre em um momento em que os números de pessoas do TEA no estado evidenciam a importância de políticas públicas voltadas à inclusão.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente 43.983 pessoas possuem diagnóstico de autismo no Amazonas, número que representa 1,1% da população estadual.

Desse total, mais de 9 mil pessoas já solicitaram a carteirinha de identificação emitida pelo Governo do Amazonas, documento que garante prioridade em serviços públicos e privados.

O gerente de Planejamento do Cetam, professor Pedro Santarém, enfatizou a alta demanda em relação a esses cursos.

“Devido ao aumento do interesse, desde 2024 o quantitativo dessas turmas tem aumentado significativamente e hoje o curso de Agente de Inclusão para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista é o terceiro curso mais procurado do Cetam”, informou.

Pedro também adiantou que a autarquia prepara novidades para o próximo edital. Segundo ele, a proposta é ampliar ainda mais a formação voltada à educação especial.

“Nós temos um escopo da educação especial, e no próximo edital vamos ter o curso de Ledor e Transcritor, para auxiliar pessoas com deficiência visual, e o curso de Cuidador Infantil para Crianças com TEA, que é voltado à especialização de babás”, explicou.

Além das formações voltadas a profissionais e cuidadores, o Cetam também aposta na capacitação direta de pessoas autistas.

Na capital, a instituição está oferecendo o curso de Informática Básica exclusivo para pessoas com TEA, direcionado a adolescentes a partir de 14 anos. A proposta é estimular autonomia e ampliar oportunidades educacionais e profissionais para esse público.

Francineide Castro, que é aluna do curso de Auxiliar em Terapia ABA, destacou que iniciativas como essa ajudam a reduzir uma das maiores lacunas enfrentadas pelas famílias: como lidar com o autismo no dia a dia. “Eu, como mãe de autista, preciso aprender como lidar da forma correta em casa e levar meu conhecimento também para a sociedade, pretendo trabalhar na área quando ele estiver na escola”, relatou.

Com a ampliação das turmas, o Cetam busca não apenas qualificar profissionais, mas também fortalecer uma rede de apoio mais preparada para garantir inclusão real nas escolas, nos serviços de saúde e na sociedade.

Fonte: Cetam

Foto: Cleudilon Passarinho        

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