Meio Ambiente

Amazonas registra queda significativa nos focos de calor e no desmatamento em maio de 2025

Dados do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) apontam que o mês de maio de 2025 apresentou redução expressiva nos registros de focos de calor e áreas desmatadas no estado. Foram detectados 25 focos entre os dias 1º e 31, número 37,5% menor em comparação ao mesmo período de 2024, quando houve 40 ocorrências.

Esses focos são pontos de alta temperatura captados por satélites, usados para indicar possíveis queimadas, embora nem sempre estejam associados diretamente a incêndios florestais.

Além disso, o levantamento mostra que o desmatamento também recuou. Em maio deste ano, o total de área desmatada foi de 9.649 hectares, contra 12.229 hectares no ano anterior — uma redução de 21,09%.

Monitoramento e ações integradas

A coordenadora do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP), Priscila Carvalho, destacou que os dados refletem um esforço conjunto entre as instituições ambientais e as forças de segurança pública.

— O Ipaam acompanha de perto os focos de calor e o avanço do desmatamento, atuando de forma integrada com o Corpo de Bombeiros e demais órgãos. Essa cooperação é essencial para a proteção da floresta e o enfrentamento dos crimes ambientais — afirmou.

Municípios mais afetados

O município de Manicoré liderou os registros de focos de calor em maio, com 14 ocorrências. Em seguida aparecem Autazes (3 focos) e Iranduba (2 focos).

No quesito desmatamento, Apuí foi o mais afetado, com 4.015 hectares desmatados. Lábrea aparece em segundo lugar, com 1.342 hectares, seguido por Novo Aripuanã, com 851 hectares.

Punições previstas

Práticas ilegais como o desmatamento não autorizado estão sujeitas a penalidades conforme o Decreto Federal nº 6.514/2008. As multas podem chegar a R$ 5 mil por hectare desmatado, e esse valor pode ser duplicado em casos que envolvam o uso de fogo. As áreas afetadas também podem ser embargadas, e os equipamentos utilizados nas ações ilegais, apreendidos.

Já queimadas sem autorização em áreas agrícolas, mesmo quando destinadas à renovação de pastagens ou preparo do solo, podem gerar multas de R$ 3 mil por hectare.

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