Manaus pode enfrentar uma paralisação total do transporte público nesta segunda-feira (10), caso os rodoviários confirmem a greve anunciada em protesto contra a demissão em massa de cobradores. A medida foi anunciada após o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) divulgar a intenção de desligar 600 trabalhadores da função.
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, a proposta dos empresários desrespeita um acordo firmado anteriormente com a categoria, que previa uma redução de até 15% no número de cobradores, restrita apenas a linhas deficitárias. No entanto, a atual proposta prevê corte de 35% do efetivo, o que provocaria, segundo ele, uma demissão em massa.
“Na segunda-feira, possivelmente entraremos em greve 100% em toda Manaus. Tudo por conta dos empresários não cumprirem o acordo em vigor. Eles querem demitir 600 cobradores, e isso não vamos aceitar. Vai ter guerra”, declarou o sindicalista.
Ainda de acordo com Givancir, a categoria aceitou o acordo inicial em assembleia, levando em consideração que algumas linhas já operam com baixa arrecadação em espécie, o que justificaria a redução pontual no número de cobradores. No entanto, a ampliação da medida para outras rotas, sem negociação, não é aceita pelos trabalhadores.
Caso a greve se confirme, milhares de usuários do transporte coletivo na capital serão impactados já nas primeiras horas da segunda-feira. Até o momento, o Sinetram não se manifestou oficialmente sobre a possível paralisação.
O sindicato informou que segue em contato com a Prefeitura de Manaus e aguarda uma posição das empresas até este domingo (9). Se não houver recuo, a greve será deflagrada na manhã do dia seguinte.